08/06/2021 18h13

Do AVC ao trabalho de parto: uma história de superação pós-assistência hospitalar

Uma história inesperada mudou a rotina de dois hospitais na última semana, em Vitória. Uma jovem de 21 anos, moradora de Santa Maria de Jetibá, com 41 semanas de gestação, chegou ao Hospital Estadual Central – Dr. Benício Tavares Pereira (HEC), no Centro de Vitória, acometida por um acidente vascular cerebral (AVC) e em trabalho de parto. 

Na última terça-feira (01), a paciente Alcione Medenvald precisou passar por um procedimento de emergência, chamado de trombectomia mecânica, que consiste na introdução de um cateter pela virilha, alcançando o cérebro para retirada do trombo responsável por entupir a artéria, o que causa sintomas do AVC. 

“Fui escovar os dentes e de repente não conseguia mais ficar em pé, pois não estava sentindo um lado do meu corpo. Tive que me segurar na pia para não cair. Isso aconteceu do nada. Quando fui atendida no hospital em Santa Maria de Jetibá me disseram que eram sintomas de AVC e eu nunca tinha ouvido falar nisso. Fiquei desesperada porque me disseram que eu e o bebê corríamos risco de morte”, contou Alcione Medenvald. 

Em contato com profissionais do Hospital Universitário Cassiano Antonio Morais (Hucam), a equipe do HEC, que não atende gestantes, se mobilizou para realizar um parto de emergência, caso fosse necessário. Com o sucesso do procedimento, a paciente pôde ser encaminhada ao Hucam para a realização do parto, por uma cesárea. 

A mamãe de primeira viagem precisou voltar ao HEC, onde permanece em observação pela equipe da unidade de AVC. “Trata-se de uma paciente jovem, que passou por uma situação grave, com a obstrução de um grande vaso. A agilidade no atendimento foi fundamental para a recuperação dela, além da eficiência da equipe”, explicou a coordenadora da unidade de AVC do Hospital Estadual Central, Rúbia Sfalsini.  

Uma outra “ajuda” à recuperação da mãe de primeira viagem tem sido especial. Na última sexta-feira (04), a paciente recebeu um presente: poder ficar com o filho, que já havia recebido alta hospitalar. 

Segundo a coordenadora Rúbia Sfalsini, a vinda do filho tem ajudado na recuperação da paciente. “Como o bebê recebeu alta, achamos importante que ficasse junto a ela, porque isso auxilia emocionalmente para fazê-la manter a calma e a tranquilidade enquanto aguarda a investigação do AVC. Viabilizamos um leito de isolamento para que eles ficassem seguros aqui”, informou. 

Além do leito de isolamento, a paciente recebe visita diária do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, para a total segurança da mãe e da criança. O Hospital Estadual Central não é referência materno-infantil e todo cuidado do bebê é realizado prontamente pela mãe, que aguarda alta hospitalar. “Minha gestação foi tranquila, então imaginei que o parto também seria. Foi um susto, mas o importante é que estamos bem, eu e ele. Fiquei muito feliz com a chegada dele aqui. Agora, estou ansiosa para ir pra casa”, disse a paciente.

 

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